O PÃO NOSSO DE CADA DIA

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Os israelitas tinham o costume de comerem duas vezes no dia, cedo e a tarde, mas isto não os impedia que eles comessem algo neste intervalo, todavia somente duas eram as refeições principais. Podemos observar isto sendo mencionado diversas vezes nas Sagradas Escrituras. Um exemplo disto é quando o povo de Israel estava peregrinado pelo deserto, veja “Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel. Fala-lhes, dizendo: Entre as duas tardes comereis carne, e pela manhã vos fartareis de pão; e sabereis que eu sou o Senhor vosso Deus” (Êxodo 16:12).

Os astecas tinham o mesmo costume, tinham duas refeições durante o dia. A primeira refeição era por vota das onze horas da manhã e a outra refeição era no final da tarde.

Algo interessante precisa ser ressaltado aqui, os judeus não comiam sem antes lavarem suas mãos, e isto é praticado até hoje.

O pão era uma das bases da alimentação que era acompanhado com peixe, sopa, carne, molhos e muitas outras especiarias eram usadas para fazer parte da alimentação e enriquecer a dieta diária. Isto nos ajuda a entender o motivo que levou Jesus a mencionar o pão nosso de cada dia no modelo de oração, veja: “O pão nosso de cada dia nos dá hoje” (Mateus 6:11). O que Jesus estava dizendo é: nós precisamos pelo menos do básico.

O grande rei de Israel, o homem segundo o coração de Deus, fez uma revelação que com certeza nos faz pensar, veja: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão” (Salmos 37:25). Davi não está dizendo que nunca viu uma pessoa mendigando, um pedinte, com certeza havia muitos nos dias do seu reinado, mas que nunca viu um justo, um homem bom, isto é, um homem que estava disposto a andar com Deus, ser abandonado por Deus, não ter pelo menos uma refeição por dia, ou seja, o básico e precisar mendigar, virar um pedinte.

Paulo menciona que havia alguns irmãos da igreja de Tessalônica que escolheram não trabalhar, viviam da preguiça e de mendigar, se tornaram um fardo para a sociedade, uma vergonha para a igreja e uma desonra para Deus. Paulo exorta cada um deles que começassem a trabalhar, que façam o que é correto, trabalhem para se sustentar, para que tenham o pão nosso de cada dia, veja: “A esses tais, porém, mandamos, e exortamos por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão” (II Tessalonicenses 3:12).

Deus ensina que o trabalho dá o sustento para a família, o trabalho dá o básico para a refeição, o trabalho dá o pão nosso de cada dia. O trabalho dignifica o homem justo, não permite que ele mendigue o pão e desonre a Deus.

Pastor Éverton de Castro

Autor: tbmaparecida